Otto I ‘das Kind’ (1204-1252), Duque de Braunschweig-Lüneburg

Otto I ‘das Kind’ (1204-1252), Duque de Braunschweig-Lüneburg

 

Otão I ‘o Menino’

Otto I ‘das Kind’, (em português: Otão I ‘o Menino’), da família Guelph, foi o primeiro duque de Braunschweig e Lüneburg, a partir de 1235.

Otto era filho do duque Wilhelms von Lüneburg e da filha do rei Waldemar I da Dinamarca, Helena. Otto ainda era menor de idade quando o seu pai faleceu, em 1213. Por esse motivo, a sua mãe governou até 1218, resultando daí a sua alcunha de “O Menino”.

Em 1223, Otto foi nomeado pelo seu tio, o conde Heinrich V do Palatinado, para herdar os bens alodiais Guelph. Aquando da morte do conde do Palatinado, no final de Abril de 1227, o Imperador do Sacro Império Romano, Friedrich II, que estava em Itália, reivindicou a herança do Condado de Braunschweig.

O Duque Otto foi apoiado militarmente, pelos seus cunhados de Brandenburg Johann I e Otto III, para que pudesse tomar posse daquela que era a sua herança.

Na Batalha de Bornhöved em 22 de Julho de 1227, Otto participou ao lado do seu tio real Waldemar II da Dinamarca. No decorrer da pesada derrota dinamarquesa, Otto foi capturado pelo conde de Schwerin e só foi libertado em Janeiro de 1229 com a intervenção do rei inglês e do papa. Contudo, teve de cumprir as obrigações de resgate estipuladas por contrato. Durante e imediatamente após o seu cativeiro, a situação da casa Guelph parecia fragilizada, já que vários rivais políticos tentavam tirar vantagem da situação. Em Agosto do mesmo ano, o co-regente romano-alemão, Heinrich VII, filho de Friedrich II, tentou, novamente, fazer cumprir as reivindicações hereditárias em Braunschweig, à frente de um contingente militar. No entanto, teve que retirar devido ao facto da população de Braunschweig estar fortemente preparada para defender o seu território e, em simultâneo, o Rei dinamarquês avançar, pela sua retaguarda, com um exército. Acabou assim por desistir das pretensões sobre o Condado de Braunschweig.

No período que se seguiu, Otto I conseguiu seguir uma política muito inteligente e consolidar as suas possessões herdadas e adquirir outros territórios e bens. Neste contexto, chegou-se a um acordo com o Arcebispado de Bremen e Magdeburg, com quem tinha entrado em conflito e onde os cunhados participaram pela terceira vez no que se refere à contenda de Magdeburg.

Em 1235, Otto recebeu as suas propriedades em torno de Braunschweig e Lüneburg, pela mão do Imperador Friedrich II, sendo-lhe atribuído o título de Conde, passando, a partir daí, os seus territórios a serem herdados pela sua dinastia. Otto estabeleceu a sua residência em Braunschweig, confirmando os direitos de privilégio urbano à cidade, em 1237. Em 1239/40, participou de uma chamada “viagem prussiana” (Preußenfahrt), ou campanha militar na Europa Ocidental e Central com 700 homens armados.

Em 1241, Otto confirmou os direitos de privilégio urbano, já existentes, da cidade de Hannover. Os privilégios mais comuns envolviam o do comércio (o direito de manter um mercado, armazenar bens e mercadorias, etc.) e o estabelecimento de corporações (associações profissionais). Alguns desses privilégios eram permanentes e podiam implicar que um bairro pudesse receber o título de cidade. Um certo grau de autonomia administrativa, representação na dieta (assembleia) e isenções fiscais também poderiam ser concedidos.

No tempo Otto também privilegiou as cidades de Braunschweig, Göttingen, Osterode, Lüneburg e Münden.

Após a morte do duque Otto, o seu filho mais velho, Albrecht, recebeu o território. Mas Albrecht I não foi capaz de se afirmar contra o seu irmão Johann, de modo que, em 1267 o território foi dividido.

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