Grande Teatro em Poznań (Teatr Wielki in Posen)

Grande Teatro em Poznań (Teatr Wielki in Posen)

 

Posen (Poznań)

Posen, (em Polaco: Poznań), foi uma província da Prússia de 1848 a 1919, fazendo parte do Império Alemão entre 1871 e 1919. Actualmente toda a região pertence à Polónia.

Conhecida como o “berço da nação polaca”, esta região foi o lar de polacos, alemães e judeus e de um reduzido número de outros povos. Quase todos os polacos eram de religião católica romana, e cerca de 90% dos alemães eram protestantes. O pequeno número de judeus era principalmente encontrado nas grandes comunidades, na sua maioria trabalhando com artesanato, em comércios e negócios locais e regionais.

O Reino da Prússia já tinha anexado a província de Posen ao seu território, no século XVIII, depois das Partições da Polónia, mas a região passou a fazer parte do Ducado de Varsóvia durante as Guerras Napoleónicas. Voltou de novo ao domínio da Prússia, em 1815, como Grão-Ducado de Poznań.

Durante a Revolução de 1848 o Parlamento de Frankfurt tentou dividir o Grão-Ducado em duas partes: na província de Poznań, que teria sido dada aos alemães e anexada a um recém-criado Império Alemão, e na Província de Gniezno, que teria sido dada aos polacos, mantendo-se esta fora do domínio Alemão. Entretanto, por causa de protestos levados a cabo por deputados polacos, esses planos falharam e a integridade territorial do Grão-Ducado foi preservada.

A 9 de Fevereiro de 1849, após terem eclodido uma série de protestos, a administração prussiana renomeou o território como Província de Posen. Curiosamente, os reis prussianos até Guilherme II mantiveram o título de “Grão-Duque de Posen” até 1918.

Com a unificação da Alemanha, após a Guerra Franco-Prussiana de 1871, a província de Posen passou a fazer parte do Império Alemão (1871-1918) e a cidade de Posen foi oficialmente nomeada cidade de residência imperial.

Nos anos 1880, o chanceler alemão Otto von Bismarck deu início a políticas de germanização, tais como um aumento das forças policiais, uma comissão de colonização, a criação da Sociedade Alemã das Fronteiras Orientais (Hakata) e o Kulturkampf. Em 1904, foi aprovada uma legislação especial contra a população polaca. A legislação de 1908 permitiu também o confisco de propriedades polacas. As autoridades prussianas não permitiram qualquer desenvolvimento da indústria, de modo que a economia da província fosse dominada pela agricultura de alto nível.

Após a Grande Guerra (1914-18), o destino da província estava indefenido. Os polacos exigiram que a região fosse incluída na recém-independente Segunda República Polaca, enquanto os alemães se recusaram a fazer quaisquer concessões territoriais. A Grande Revolta Polaca eclodiu em 27 de Dezembro de 1918. Após o sucesso da revolta da província Posen (até meados de 1919) foi brevemente um Estado independente, com o seu próprio governo, moeda e força militar.

Com a assinatura do Tratado de Versalhes, no fim da Grande Guerra, a maior parte da província, principalmente as áreas de maioria polaca, foram devolvidas à Polónia e reformadas como Voivodia de Poznań. A parte restante da província alemã foi reformada como Posen-Prússia Ocidental, com Schneidemühl (Piła), como sua capital até 1938, quando foi dividida nas províncias da Silésia, Pomerânia e Brandemburgo.

Na sequência da derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial, em 1945, todo o território alemão a Leste da recém-criada Linha Oder-Neisse foi anexado pela Polónia e União Soviética. Portanto, todas as partes históricas da província polaca ficaram sob controlo Polaco ou Soviético e a população de origem alemã étnica foi expulsa pela força.

 
GRANDE TEATRO EM POSEN (POZNAŃ)
 

Teatr Wielki in Posen (Poznań)

O Teatr Wielki in Posen (Poznań), (em Português: Grande Teatro em Posen (Poznań)), é uma casa neoclássica de ópera localizada em Poznań, na Polónia. Projectado pelo arquitecto alemão Max Littmann e construído em 18 meses, foi a sede do Teatro Municipal. Inaugurado em 1910, com “A Flauta Mágica” de Wolfgang Amadeus Mozart, é o palco principal de ópera na Voivodia da Grande Polónia.

Em 1919 passou para as mãos dos polacos. Na Segunda Guerra Mundial, durante os combates de 1945, o edifício escapou a sérios danos, apesar de ter sido um ponto de resistência alemão.

Desde 1949, Stanislaw Moniuszko, considerado o pai da ópera nacional polaca, é considera do o “santo padroeiro” da ópera de Poznań.

A fachada do edifício é, na realidade, um enorme pórtico e foi construído de acordo com as regras da arquitectura clássica da Roma antiga. Lateralmente existem duas monumentais esculturas: à esquerda, uma mulher em cima de um leão, à direita, um homem com o braço direito flectido na direcção da pantera (esta escultura era para ser, inicialmente, uma mulher, mas o escultor, mal pago, esculpiu uma figura masculina). No topo, existem seis grandes colunas jónicas encimadas com um tímpano triangular que eleva o símbolo do edifício – o Pegasus. Dentro do edifício, as paredes, os halls e as diversas salas encontram-se magnificamente bem decoradas.

Desde 2001, o teatro parece sofrer de “Operomania”. A sua temporada começa em meados de Setembro e dura até meados de Junho, e a companhia realiza anualmente o “Festival Verdi” em Outubro, e o “E.T.A. Hoffmann Festival” em Abril, com muitos convidados especiais.

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