Jesko von Puttkamer (1855-1917), Governador nos Camarões Alemães

Jesko von Puttkamer (1855-1917), Governador nos Camarões Alemães

 

Jesko Albert Eugen von Puttkamer

Jesko Albert Eugen von Puttkamer foi um administrador colonial alemão, governador dos Camarões e Comissário Imperial da Togolândia.

Estudou direito em Estrasburgo, Leipzig, Freiburg im Breisgau, Breslau e Koenigsberg. Depois de concluir o estágio jurídico (em 1881), ingressou na carreira consular e foi designado para o Consulado Imperial em Chicago em 1883. Em 1884 mudou-se para o Ministério das Relações Exteriores e em Maio de 1885 foi nomeado Chanceler dos Camarões e Vice-Governador de Julius ‘Freiherr’ von Soden. Em Julho de 1887 tornou-se comissário interino para a colónia alemã do Togo (hoje Togo ou parte da república do Gana). Em Agosto de 1888 foi nomeado cônsul em Lagos e em 1889 novamente comissário imperial para o Togo. A partir de 1893 passou a ter o título de governador. Como sucessor de Eugen von Zimmerer, assumiu os negócios da administração central em Janeiro de 1895 tendo sido nomeado governador dos Camarões a 13 de Agosto de 1895.

O seu mandato nos Camarões foi dominado pela expansão da indústria de plantações ao redor da montanha, facto que ele promoveu massivamente. Também apoiou as concessões dadas à Society South Cameroon (GSK) e à Society Northwest Cameroon (GNK) em 1898/1899, que eram hostis ao Reich. Por iniciativa de Puttkamer, a sede do governo foi transferida de Douala para a Buea (em 1901). O palácio do governador, construído sob as suas ordens, denominado “Puttkamerschlößchen”, trouxe-lhe críticas violentas atendendo ao luxuoso imóvel.

Nos anos de 1898 a 1903, a Força de Protecção Imperial ocupou todo o território até ao Lago Chade, devido à guerra contra o emir de Adamawa. A força ocupou ainda o território do Chade, sob o comando do Tenente-Coronel Pavel, ainda que contra as ordens expressas de Puttkamer.

Embora nos primeiros anos do seu mandato ainda fosse um representante de uma rígida política de conquista, como mostram as expedições contra Abo, Kpe e Bakoko (1894-1896), os problemas crescentes com a administração militar levou ao conflito aberto com o corpo de oficiais da Schutztruppe. Puttkamer abandonou a ideia de expansão violenta e procurou uma integração não militar das sociedades indígenas à soberania alemã.

Por causa da sua polémica política de concessões, mas acima de tudo por causa de seu estilo rígido e autocrático de governo “Puttkamerei”, foi acusado de expropriações arbitrárias, de deslocalizações forçadas e de um grau considerável de brutalidade que o obrigaram a voltar a Berlim para ser ouvido sobre as acusações. Daí resultou a sua demissão.

Jesko von Puttkamer retirou-se temporariamente em 9 de Maio de 1907 e aposentou-se em 1908.

Em 1917, von Puttkamer cometeu suicídio. Acredita-se que a perda de seu único filho, de apenas 7 meses, o induziu a isso.

Histórias de A a Z
— TEMA RELACIONADO —
 
Colónias Alemãs e Postos de Correio Alemão no Estrangeiro