Maximilian Carl de Paula (1759-1838), Conde de Montgelas – Estadista

Maximilian Carl de Paula (1759-1838), Conde de Montgelas – Estadista

 

Maximilian Carl Josef Franz de Paula

Maximilian Carl Josef Franz de Paula, Conde de Montgelas, foi um estadista da Baviera. Apesar das suas origens nobres, seria uma figura marcante na defesa dos novos ideais Europeus desencadeados pela Revolução Francesa. Político influente no Reino da Baviera, Montgelas aboliu a tortura, promoveu a tolerância religiosa (face a protestantes e judeus) e acabou com alguns privilégios da igreja e da nobreza. Frequentava os círculos dos Illuminati.

Maximilian Josef foi educado sucessivamente em Nancy, Strassburg e Ingolstadt. Por ser um saboiano por parte do pai, sentiu naturalmente a influência francesa, então forte na Alemanha, com uma força peculiar. Até o fim da vida, Maximilian falava e escrevia francês de forma mais correcta e mais fácil do que alemão. Em 1779 entrou para o serviço público no departamento de censura de livros. O eleitor Charles Theodore, que a princípio o favoreceu, ficou ofendido ao descobrir que ele era associado aos Illuminati, os apoiantes do movimento anticlerical chamado Iluminismo (Aufklärung).

Montgelas foi para Zweibrücken e o irmão do duque de Zweibrücken aceitou-o como secretário particular. Quando o seu empregador sucedeu ao ducado, Montgelas foi nomeado ministro e, nessa qualidade, participou da conferência de Rastadt em 1798, onde a reconstrução da Alemanha, que foi consequência da Revolução Francesa, estava em pleno andamento. Em 1799, o duque de Zweibrücken, Maximiliano I José , sucedeu ao eleitorado da Baviera e manteve Montgelas como seu conselheiro de maior confiança. Montgelas foi o inspirador e director da política pela qual o eleitorado da Baviera foi transformado num reino, com o aumento de tamanho devido à anexação de terras da igreja, cidades livres e pequenos senhorios.

Pela aproximação incondicional a Napoleão Bonaparte e pelo mais cínico desrespeito aos direitos dos Estados alemães vizinhos da Baviera, Montgelas foi considerado o tipo de político antipatriota aos olhos de todos os alemães que se revoltaram contra a supremacia da França.

Em 1813, quando o poder de Napoleão estava visivelmente em colapso e Montgelas conhecia bem a fraqueza interna do seu império pelas visitas a Paris, continuava a sustentar que a França era necessária à Baviera. A decisão do rei de se voltar contra Napoleão em 1814 foi tomada sob a influência do seu filho e do Marechal Wrede, e não de Montgelas. Nos assuntos internos, Montgelas levou a cabo uma política de secularização e de centralização administrativa, muitas vezes por meios brutais, o que mostrou que nunca renunciou totalmente às suas opiniões da época do movimento iluminista.

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