Palácio Imperial de Goslar (Kaiserpfalz Goslar)

Palácio Imperial de Goslar (Kaiserpfalz Goslar)

 

Goslar

Goslar é uma histórica e grande cidade independente da Baixa Saxónia e a capital de distrito do distrito de Goslar. Em 31 de Dezembro de 2021, tinha 50.010 habitantes.

É o centro administrativo do distrito de Goslar e está localizada nas encostas Noroeste da cordilheira Harz. A Cidade Velha de Goslar e as Minas de Rammelsberg são Património Mundial da UNESCO pelo seu testemunho milenar da história da extracção de minério e pela sua importância política para o Sacro Império Romano-Germânico e para a Liga Hanseática.

A cidade situa-se entre o sopé Noroeste das montanhas de Harz, com a montanha Rammelsberg e o extremo Sul da cordilheira de Salzgitter. A Oeste, Goslar é delimitada pela montanha Steinberg e, a Leste, pela fronteira com a Saxónia-Anhalt. A floresta de Harly situa-se a Nordeste da cidade. O rio Oker e os seus afluentes Gose e Abzucht e o Radau atravessam a cidade.

Goslar faz fronteira a Norte com o município de Liebenburg, a Nordeste com o município de Schladen-Werla (distrito de Wolfenbüttel) e a cidade de Osterwieck (no distrito de Harz, Saxónia-Anhalt), a Sudeste com a cidade de Bad Harzburg, a Sul com a cidade universitária e montanhosa de Clausthal-Zellerfeld e a Oeste com a cidade de Langelsheim.

A extracção de minério na montanha Rammelsberg está documentada desde a época romana. Os vestígios arqueológicos mais antigos de metalurgia remontam ao século II, altura em que os Saxões se estabeleceram na região. O apogeu da cidade começou no século X. É mencionada pela primeira vez em 979 num documento emitido pelo imperador Otão II, embora algumas fontes sugiram que já em 934 foi aqui construído um forte real. Situada na Ostfália, a pátria otomana no Ducado da Saxónia, perto da residência real de Werla, Goslar foi palco de várias Dietas Imperiais (A Dieta do Império, em alemão: Reichstag, era uma instituição do Sacro Império Romano-Germânico responsável por supervisionar os assuntos gerais e resolver quaisquer disputas que pudessem surgir entre os Estados Confederados), durante o reinado do imperador Heinrich II (Henrique II do Sacro Império Romano-Germânico).

Os governantes da dinastia francónia continuaram esta tradição: por volta de 1025, Conrado II, o Sálico, lançou as bases do palácio imperial (em alemão: Kaiserpfalz), que se tornou a residência dos imperadores, nomeadamente de Henrique III, que visitou o seu palácio preferido quase vinte vezes. Em 1042, recebeu a visita do rei Pedro da Hungria e de enviados do grão-príncipe Yaroslav de Kiev. Em 1045, Agnès de Poitiers, esposa de Heinrich III, fundador do Mosteiro de Sankt-Peter, que caiu em ruína por falta de manutenção e foi destruído em 1527. O seu filho, o imperador Heinrich IV, nasceu em Goslar a 11 de Novembro de 1050. O coração de Henrique III está sepultado na capela de Saint-Ulrich.

A igreja colegial de São Simão e São Judas em Goslar é tão antiga como o próprio palácio. Foi consagrada pelo Cardeal Arcebispo Hermann de Colónia, em 2 de Julho de 1051, e uma segunda vez pelo Papa Victor II, em 1056. A igreja propriamente dita foi demolida na década de 1820; actualmente, resta apenas o pórtico.

Goslar foi a capital das propriedades reais da região do Harz e, em 1073, o centro da revolta saxónica contra o rei Henrique IV. O seu opositor, Rudolf de Rheinfelden, reuniu ali os príncipes insurrectos em 1077, e o anti-rei Hermann de Salm foi ungido em 1081. Na primavera de 1105, o filho de Henrique IV, Henrique V, organizou aqui uma reunião de nobres saxões para os incitar a revoltarem-se contra o seu pai. No século XII, a cidade continuou a ser uma residência privilegiada durante os reinados de Lothaire de Supplinburg, Conrado III de Hohenstaufen e Frederico I ‘Barba Ruiva’.

À entrada da cidade, a igreja da abadia de Neuwerk é um exemplo da arte românica dessa época. Goslar foi palco do conflito entre o imperador Frederico e o duque saxão Henrique, o Leão, que terminou com a queda de Henrique em 1180. Com o fim da dinastia dos Hohenstaufen e o Grande Interregno no século XIII, o período de cerco imperial chegou ao fim. Deixado ao abandono durante séculos, o palácio imperial foi restaurado por Guilherme I (Wilhelm I), tendo demorado cerca de onze anos a ficar pronto.

Goslar não foi bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial.

Outros pontos de interesse incluem a Câmara Municipal do século XV e as minas de Rammelsberg, que se tornaram num dos maiores museus mineiros da Alemanha.

 
PALÁCIO IMPERIAL DE GOSLAR
 

Kaiserpfalz Goslar

Kaiserpfalz Goslar, (em português: Palácio Imperial de Goslar), é um complexo edifício histórico no sopé da colina Rammelsberg no Sul da cidade de Goslar e a Norte da cadeia montanhosa de Harz, na região central da Alemanha. Abrange uma área de cerca de 340 por 180 metros. Os jardins do palácio incluíam originalmente a “Kaiserhaus” (Casa Imperial), a velha igreja da Colegiada de São Simão e de São Judas, a capela do palácio de São Ulrich e a Igreja de Nossa Senhora (Liebfrauenkirche). A “Kaiserhaus” é o maior edifício secular, o mais antigo e o mais bem preservado do século XI na Alemanha.

As mais remotas origens do palácio imperial encontram-se, provavelmente, num pavilhão de caça, tal como foi mencionado por Adão de Bremen para o período otoniano (de 919 a 1024).

Em 1005 Henrique II ergueu a primeira mansão imperial em Goslar. Em 1030, Conrado II começou a expandir o local com o lançamento da primeira pedra da Igreja de Nossa Senhora. Em 1048 Henrique II chamou a Goslar um dos arquitectos mais importantes da época, alguém que, mais tarde, se tornaria Bispo de Osnabrück, Benno II. Sob a sua especializada orientação, os edifícios que se iniciaram a construir na década de 1040 foram concluídos na primeira metade da década de 1050: uma nova Kaiserhaus, a mesma que hoje conhecemos, e a Colegiada de São Simão e São Judas.

A 11 de Novembro de 1050 Henrique IV (Heinrich IV) nasceu aqui. Em 1289, um incêndio arrasou muitos edifícios. No ano seguinte, o distrito do palácio passou a ser uma possessão da cidade de Goslar. O salão foi usado durante muito tempo como tribunal, em parte pelo regente de Goslar, e outra parte como um tribunal distrital Saxão, mas foi progressivamente usado de forma abusiva como armazém ou loja.

A Capela de São Ulrich foi usada como prisão a partir de 1575. As torres da Igreja de Nossa Senhora entraram em colapso em 1672, e o resto da igreja em 1722. Em 1802 restavam apenas ruínas, as quais foram vendidas, a 19 de Julho de 1819, por 1504 tálers (moeda de prata usada na Europa durante quatrocentos anos) para demolição. Apenas resta o portal Norte dando ainda uma ideia da antiga grandeza da catedral.

Em 1865, as paredes da Kaiserhaus voltaram a ruir e a possibilidade de demolição entrou na agenda do Conselho da Cidade de Goslar. Esta foi evitada e, pelo contrário, uma comissão estatal recomendou que o edifício fosse restaurado. Os trabalhos de construção iniciaram-se a 14 de Agosto de 1868.

Em 1879 o restauro do edifício ficou concluído, mas o resultado foi além do esperado.

A arcada que liga a Kaiserhaus à Capela de São Ulrich, a escadaria aberta em frente da face Leste, as duas réplicas dos Leões de Brunswick e as estátuas equestres dos imperadores Guilherme I (construída em 1900-1901) e de Frederico I ‘Barba Ruiva’, são os mais óbvios exemplos visuais. Mesmo no interior do edifício, os monumentais murais históricos, criados pelo Professor Hermann Wislicenus no período compreendido entre 1879 e 1897, testemunham o sentimento nacional de exuberância daquele tempo.

Nos anos de 1913-1914 e novamente em 1922, foram empreendidas investigações arqueológicas no espaço em redor do palácio, graças às quais as fundações da Igreja de Nossa Senhora foram redescobertas.

Desde 1992, o conjunto está classificado como Património da Humanidade pela UNESCO, juntamente com a Cidade Histórica de Goslar e o Rammelsberg.

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