Rudolf Walter Richard Hess (1894-1987), Político

Rudolf Walter Richard Hess (1894-1987), Político

 

Rudolf Walter Richard Hess

Rudolf Walter Richard Hess nasceu em Alexandria, no Quedivato do Egipto e morreu em Berlim Ocidental, na Alemanha Ocidental. Foi um proeminente político Nazi tendo sido adjunto de Adolf Hitler no partido Nazi durante os anos 1930 e início dos anos da década de 1940.

Filho de um comerciante, Hess serviu no exército Alemão durante a Grande Guerra. Após a guerra, estudou na Universidade de Munique e, no Outono de 1919, Hess matriculou-se na Universidade de Munique, onde estudou ciências políticas, história, geografia e geopolítica sob orientação do professor Karl Haushofer. Nessa altura acabou por se deixar seduzir pela propaganda nacionalista.

Juntou-se ao recentemente criado Partido Nazi (NSDAP) em 1920. Rapidamente se torna amigo e confidente de Hitler após o ouvir discursar num comício em Munique, em Maio 1920, onde, este o fazia pela primeira vez. Dedicou-se, desde então, completamente a Hitler, empenhando grande parte do seu tempo e esforço no apoio a Adolf Hitler.

Após participar na fracassada “Hitlerputsch” (Revolta da Cervejaria), que teve lugar em Novembro de 1923 em Munique, Hess foge para a Áustria. Regressa voluntariamente à Alemanha sendo detido e enviado para a prisão de Landsberg. Lá anota grande parte das ideias que Hitler posteriormente vem a escrever no seu livro “Mein Kampf”.

Promovido a secretário particular de Hitler, Hess contribui para a “limpeza” efectuada no partido nazi aos apoiantes de Gregor Strasser (assassinado em 1934 na denominada Noite das Facas Longas).

Em Abril de 1933 Hess foi designado para Vice-Führer do NSDAP, tendo recebido um cargo no gabinete de Hitler. Passou a ser o terceiro homem mais poderoso da Alemanha, atrás de Hitler e Hermann Göring. Para além de aparecer em manifestações e palestras em nome deles, Hess redigiu grande parte da legislação, incluindo as Leis de Nuremberga de 1935, as quais retiravam os direitos dos judeus na Alemanha, e que estiveram na origem do Holocausto.

A 1 de Setembro de 1939, o dia em que a Alemanha invadiu a Polónia e iniciou a Segunda Guerra Mundial, Hitler anunciou que se alguma coisa lhe acontecesse ou a Göring, Hess seria o próximo na linha de sucessão.

Durante a década de 1930 e nos primeiros anos da Segunda Guerra Mundial, quando a política militar e externa preocupavam Hitler, o poder de Hess foi diminuindo e a sua influência foi bastante prejudicada por Martin Bormann e outros dos principais líderes Nazis.

Hess, na primavera de 1941, decidiu unilateralmente que o combate militar contínuo entre a Alemanha e a Grã-Bretanha deveria terminar. Engendra então um golpe espectacular que, se resultasse, o ajudaria a recuperar o seu declinante prestígio.

A 10 de Maio, Hess voa sozinho e secretamente a partir de Augsburgo, caindo de pára-quedas na Escócia com propostas de paz. Exige carta-branca para a Alemanha na Europa e o retorno das ex-colónias Alemãs, assumindo em troca o compromisso da Alemanha respeitar a integridade do Império Britânico. As propostas de Hess não obtiveram qualquer resposta por parte do governo Britânico, que o tratou e manteve como prisioneiro de guerra ao longo do resto do conflito. A sua acção foi igualmente rejeitada pelo próprio Hitler, que o acusou de sofrer de “ilusões pacifistas”.

Após a Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill escreveu sobre Hess, “Ele era um médico, não um criminoso e deve ser assim considerado”.

Hess foi julgado em Nuremberga por Crimes de Guerra, sentenciado e condenado a prisão perpétua.

Cumpriu a pena na prisão de Spandau, em Berlim, onde, a partir de 1966, foi o único preso. Após a sua morte em 1987, Hess foi sepultado em Wunsiedel, na Alemanha, e o seu túmulo, mais tarde, veio a converter-se num local de peregrinação para os Neo-nazis.

Em 2011, foi decidido que seu corpo deveria ser trasladado. Hess foi posteriormente cremado e as suas cinzas foram espalhadas num lago não identificado.

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